Anistia a condenados por 8 de Janeiro divide deputados e senadores
Anistia a condenados por 8 de Janeiro divide deputados e senadores
Pesquisa realizada pelo instituto Ranking dos Políticos, e obtida pelo Estadão, mostra que a anistia aos condenados pelos Atos de 8 de Janeiro divide o Congresso Nacional. Na Câmara, 50% dos parlamentares são favoráveis à proposta e 41,8% não. Já no Senado, os que apoiam são 46,2%, enquanto os opositores somam 38,4%.
Entre os deputados, 8,2% não emitiram opinião sobre a proposta ou não quiseram responder. No Senado este índice é de 15,4%. O Ranking dos Políticos ouviu 110 deputados de 18 diferentes partidos e 26 senadores de 11 diferentes siglas, respeitando o critério de proporcionalidade partidária, entre os dias 11 e 12 de fevereiro. A margem de erro é de 3,5 pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa foi realizada antes de vir a público a denúncia do Ministério Público contra 34 acusados de organizar tentativa de golpe, entre eles o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesta terça-feira, 18, Bolsonaro foi ao Congresso e voltou a defender a aprovação da anistia. Segundo ele, já haveria número suficiente para aprovar a proposta. “Há dez dias eu conversei com o (Gilberto) Kassab. O que eu sinto conversando com parlamentares como os do PSD, a maioria votaria favorável. Acho que na Câmara já tem quórum para aprovar a anistia”, declarou Bolsonaro a jornalistas.
Para a proposta ser aprovada na Câmara e no Senado, é necessário haver uma maioria simples dos parlamentares presentes. Passado pelas duas casas, o texto ainda depende da sanção pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Congresso, porém, tem o poder para derrubar um eventual veto do petista.
A proposta de lei que anistia os envolvidos nos atos de 8 de Janeiro contém brechas que podem possibilitar a habilitação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na eleição presidencial de 2026. O texto está engavetado e aguarda a análise de uma comissão especial pela Câmara.
Fonte: Agência Estado