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Cineasta transforma vivência com aborto espontâneo em filme

Cineasta transforma vivência com aborto espontâneo em filme

Cineasta transforma vivência com aborto espontâneo em filme

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De uma experiência íntima e dolorosa, a cineasta baiana Lara Carvalho (@laracarvalho_) aborda um tema controverso e que atinge milhares de mulheres no Brasil em seu novo filme. O curta “56 Dias” apresenta uma docuficção sobre os conflitos de uma jovem que passa por uma gravidez indesejada e tem um aborto espontâneo.

 

O roteiro do filme nasce a partir de uma história real, vivida pela própria diretora, que se deparou com uma gravidez inesperada em um período turbulento de sua vida. Durante 56 dias, enquanto tentava lidar com as incertezas, ansiedade e solidão que pairavam sobre sua vida neste momento, a cineasta sofreu um aborto espontâneo e precisou gerenciar emoções conflitantes como luto, culpa e alívio.

 

O filme será lançado dia 21 de fevereiro (sexta), a partir das 19h, na sala Walter da Silveira (Biblioteca Pública dos Barris - Salvador /BA). A entrada é gratuita e haverá debate após a sessão com a diretora, equipe técnica e elenco do filme. O filme já foi exibido em 7 festivais em diferentes estados do Brasil e foi semifinalista de um prêmio internacional no Woman Life Freedom Film Festival. Essa é a estreia do filme após circulação por festivais.

 

O filme é protagonizado por Laís Machado e conta com a participação de Dani Souza. Lara assina o roteiro e a direção, mesclando cenas de pura poesia com imagens comuns do cotidiano de uma jovem, em uma narrativa formada por poucos diálogos, mas carregada de emoção, questionamentos e reflexões. 

 

“Lembro de conversar na terapia sobre a importância de transformar essa experiência em alguma forma de expressão. Escolhi o audiovisual e durante a fase de pesquisa não encontrei nenhuma obra que falasse sobre os sentimentos conflitantes que surgem quando a gente se vê diante de uma gravidez indesejada e passa por um aborto espontâneo. Todas as obras que encontrei elaboravam o luto de alguém que queria ser mãe, mas eu lembro de me sentir sozinha no sentimento de alívio e uma certa estranheza com meu próprio corpo. Imaginei que muitas mulheres pudessem se sentir assim também e através do filme eu tenho provocado o diálogo sobre o tema”, afirma a cineasta.

A exibição do filme conta com apoio da Diretoria de Audiovisual da Fundação Cultural do Estado da Bahia.

 

Este projeto foi contemplado nos Editais da Paulo Gustavo Bahia e tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura via Lei Paulo Gustavo, direcionada pelo Ministério da Cultura, Governo Federal. Paulo Gustavo Bahia (PGBA) foi criada para a efetivação das ações emergenciais de apoio ao setor cultural, visando cumprir a Lei Complementar no 195, de 8 de julho de 2022.

Fonte Tribuna da Bahia 

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