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Lançamento do programa Gás do Povo é visto com entusiasmo por entidades

Lançamento do programa Gás do Povo é visto com entusiasmo por entidades

Lançamento do programa Gás do Povo é visto com entusiasmo por entidades

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O lançamento do programa Gás do Povo pelo governo federal, iniciativa que beneficiará 1.844.658 famílias baianas com a gratuidade na aquisição do botijão de gás de cozinha, foi visto com entusiasmo pelas entidades que representam os revendedores do produto. De acordo com Sérgio Bandeira de Mello, presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), este é um avanço em prol de uma transformação energética justa e inclusiva.

 

Isso porque, ao todo, 15,5 milhões de famílias em todas as Unidades da Federação serão contempladas com o benefício, que chegará a 50 milhões de pessoas. Mello explica que o setor vem discutindo há décadas políticas de subsídio e, diferente de soluções apresentadas anteriormente, esta terá, efetivamente, destinação específica para a população mais vulnerável.
Na visão do presidente Lula, o programa é uma medida essencial para reduzir desigualdades e garantir dignidade às famílias de baixa renda, assegurando que nenhum trabalhador precise comprometer parte significativa do salário para comprar um botijão de gás. "Nós estamos assumindo a responsabilidade de que uma pessoa não pode gastar 10% do salário-mínimo para comprar gás. A gente vai arcar com a responsabilidade de fazer com que as pessoas mais pobres possam receber o gás de graça", destacou.

 

Como explica o presidente do Sindigás nacional, são vendidos no país 400 milhões de botijões no ano e um subsídio generalizado implicaria em uma redução média de R$ 14 por botijão. Com o novo programa do governo, o investimento de R$ 5,6 bilhões em 2026 será destinado a uma parcela da população vulnerável, um estímulo grande para que migrem de energéticos rudimentares, para um energético mais seguro, confortável e conveniente.

 

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, o gás de cozinha agora passa a ser tratado como item essencial, fundamental para assegurar segurança alimentar, dignidade e bem-estar social. “O Gás do Povo combate a pobreza energética, garante alívio no orçamento das famílias que mais precisam e ainda protege a saúde, principalmente de mulheres e crianças, que utilizam a lenha, álcool e outros materiais inflamáveis e tóxicos. Portanto, é um dos programas sociais mais importantes e completos do nosso governo, cuidando diretamente das pessoas”, afirmou.

 

Mello cita o balanço energético residencial de 2024, da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), que aponta a lenha ocupando 22%. “A gente considera que, com esse caminho, o governo dá um bom passo para que você possa tutelar essas famílias, assim como no Luz para Todos, a gente acredita que a gente vai ter um impacto social incrível. O GLP, apesar de ser um velho conhecido, se apresenta como uma tecnologia de transformação energética justa e inclusiva”, detalhou o presidente, estimando que cerca de 30% dessa lenha possa ser substituída pelo uso do GLP nos próximos cinco anos.

Conforme Robério Souza, presidente do Sindicato dos Revendedores de Gás do Estado da Bahia (Sinrevgas), o programa do governo federal trouxe grandes expectativas para o setor e, na Bahia, é visto com muita ansiedade e otimismo. “Ele inclui uma grande parcela da população que não estava com condições de comprar o gás. Boa parte da população estava fazendo uso de outros artefatos para poder preparar os seus alimentos, usando etanol, resto de madeira e até passando grandes dificuldades. Vivemos, infelizmente, um momento de grande insegurança alimentar e o gás de cozinha, por ser um produto extremamente essencial, ele ficava para depois por falta realmente de recurso. Eu acho que o governo, assertivamente, consegue diminuir essas dores em relação às famílias menos favorecidas”, destacou.

 

O desafio para os revendedores, segundo o presidente Sindigás, será ampliar o volume de botijões para atender à nova demanda, pois a quantidade de embalagens terá que ser ampliada, de 140 milhões de botijões no parque circulante, para dar conta da venda de 400 milhões de unidades, para cerca de 25 milhões de cargas adicionais. “As empresas estão se programando para ajudar o governo nisso, comprando embalagens”, acrescentou.

 

Apesar de pontuar que em todo o país, são 58 mil revendas, e que a adesão ao programa federal é de livre decisão, Mello acredita que “as revendas vão realmente se empenhar para que a gente tenha o número máximo de participantes”. A previsão do governo federal para que o Gás do Povo atinja 100% do público é março de 2026.

 

Terão direito ao Gás do Povo famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário-mínimo (R$ 759), com prioridade para aquelas que recebem Bolsa Família. A frequência do benefício varia conforme a composição familiar: famílias com dois integrantes receberão até três botijões por ano; aquelas com três integrantes poderão receber até 4 botijões anuais; e as famílias com quatro ou mais integrantes, até seis.

 

O beneficiário vai retirar os botijões diretamente nas revendas credenciadas mais próximas de sua moradia, sem intermediários. A gratuidade será concedida no momento da compra, mediante validação eletrônica e o beneficiário terá um vale digital. 

Fonte Tribuna da Bahia 

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